quarta-feira, 1 de agosto de 2012

Nem as estrelas vivem sozinhas...

Esta semana, o VLT (Very Large Telescope) do ESO mostrou que a maioria das estrelas brilhantes de elevada massa, responsáveis pela evolução das galáxias, não vivem isoladas. Quase três quartos destas estrelas têm uma companheira próxima, o que é muito mais do que o suposto anteriormente. Surpreendentemente, a maior parte destes pares interagem de modo violento, havendo, por exemplo, transferência de massa de uma estrela para a outra. Pensa-se que cerca de um terço destes pares acabará por fundir-se, formando uma única estrela.

Em novas pesquisas usando dados do VLT do ESO, os astrônomos revelaram que as estrelas mais quentes e brilhantes, conhecidas como tipo-O, encontram-se regularmente em pares íntimos, ou seja, não vivem sozinhas. Muitos destes binários transferem massa de uma estrela para a outra, um tipo de sinergia, abdução estelar ilustrado nesta impressão de artista, créditos abaixo.


ESO/M. Kornmesser/S.E. de Mink