quarta-feira, 26 de setembro de 2012

Série Heróis : Aristides Souza Mendes _ Um herói esquecido


O cônsul de Bordeaux, o diplomata português Aristides Souza Mendes 


O diplomata português, Aristides de Sousa Mendes, foi um herói marginalizado em seu país e pouco conhecido no resto do mundo, mas que salvou 34 mil pessoas do nazismo com a emissão de vistos para os perseguidos fugirem da França ocupada. A história de Sousa Mendes é menos popular do que a de Oskar Schindler, apesar de o diplomata - também conhecido como o "Schindler português" - ter "salvo" muito mais pessoas que o empresário alemão, imortalizado no cinema, no filme a 'Lista de Schindler'.

De novo estas histórias de ser 'fiel ao seu país'...O que um país faz por cada um que derrama o seu sangue em qualquer lugar?? Detesto estas histórias...Eu não sou de parte alguma e nem de ninguém. Mas salvaria vidas humanas ou animais fosse de quem fosse e de que nacionalidade fosse.

Sousa Mendes sofreu por parte do regime de António de Oliveira Salazar, e também pela pressão do mesmo, acabou sendo esquecido, pois, as vítimas do Holocausto não desejaram mais reviver o assunto, isolando-se na obscuridade e com isto não dando crédito a façanha do diplomata português.

Oskar Schindler contratou um pouco mais de mil judeus para trabalhar em sua fábrica e, por consequência, fugir das autoridades nazistas, mas, Sousa Mendes aproveitou seu cargo de cônsul português em Bordeaux (França) para conceder 34 mil vistos!!!  E  10 mil deles, somente para judeus!

Grande parte destes judeus, emigrou aos Estados Unidos e terminaram instalados em Israel. Em 1966, este país, concedeu a Sousa Mendes o título de "Justo entre as Nações" em reconhecimento ao seu trabalho.
O diplomata foi privado de seu cargo e de sua aposentadoria, chegou à miséria e morreu em um hospital franciscano de Lisboa, já viúvo e longe de seus filhos foram morar nos EUA.
O diretor de um filme que conta a sua história, 'O Cônsul de Bordeaux' disse na ocasião da estréia, há tempos atrás, que,  este tinha sido o preço que ele pagou por desobedecer o regime de Salazar e acrescentou que "ainda hoje há pessoas em Portugal que criticam esse herói pelo fato dele não ter sido 'fiel' ao seu país".

O "crime" dele na verdade, foi descumprir a lei portuguesa que não queria a entrada de pessoas indesejáveis no país ao conceder 34 mil vistos aos judeus e refugiados opositores ao nazismo, todos eles em um prazo de apenas dez dias e em pleno avanço do III Reich...

É uma lástima o que homem dominando sobre homem faz...Salomão tinha razão.

Com o uniforme em foto oficial