quarta-feira, 31 de outubro de 2012

Justiça determina favor aos indios Kaiowá _ Parabéns, Desembargadora Cecília Mello!



À desembargadora Cecília Mello, do Tribunal Regional Federal da 3ª Região: Obrigada!!! Por todo o povo brasileiro que insistiu em lutar por isto!!!

Eu, acostumada ao convívio com a Justiça, passei metade da minha vida nela, sempre digo em certos casos, que AMO quando vejo um desembargador(a) que sabe e consegue reverter uma liminar! Digo nestes casos, porque este caso é um caso justo: o índio é o nosso habitante natural! Não havia cabimento este despejo por terras que os latifundiários não têm o direito de reclamar...estão ainda em questão de demarcação! Enfim, Deus manda na hora certa, a pessoa certa. Muita água ainda vai rolar e os indios não terão paz com os fazendeiros, isto é fato a se esperar, porém, este é um bom começo.


 A Justiça decidiu nesta terça-feira que os índios Guarani-Kaiowá podem permanecer na fazenda Cambará, em Iguatemi (MS). A desembargadora Cecília Mello, do Tribunal Regional Federal da 3ª Região, reverteu liminar da primeira instância, que determinou a desocupação da área.
Para a desembargadora, os índios "não poderão ser desapossados das terras que ocupam apenas porque tais terras são objeto de processo administrativo de demarcação, pois apenas a conclusão de todas as fases do procedimento é que poderá ensejar a alteração da respectiva titularidade".
Os índios, no entanto, não poderão ultrapassar o limite de um hectare que ocupam e não devem impedir a circulação de pessoas e bens na fazenda. Eles também não podem ampliar as plantações, praticar a caça dentro dos limites da fazenda ou desmatar áreas verdes.
A fazenda Cambará fica em uma área ocupada por 170 índios da etnia Guarani-Kaiowá. Na semana passada, após receberam ordem de deixar a propriedade, eles divulgaram uma carta falando em morte coletiva. "Pedimos ao Governo e à Justiça Federal para não decretar a ordem de despejo/expulsão, mas decretar nossa morte coletiva e enterrar nós todos aqui", dizia trecho da carta.
"A inércia do Poder Público e a morosidade do procedimento administrativo contribuem para provocar tensões e conflitos entre índios e fazendeiros, restando ao Poder Judiciário responder ao embate apresentado", afirma a desembargadora na decisão.
(Fonte: Terra) 




foto divulgação


quinta-feira, 25 de outubro de 2012

A verdade sobre os Kaiowás

Conhecendo bem os índios da atualidade, que não são totalmente ignorantes ao sistema como antes, eu realmente achei que a estória de 'suicídio coletivo' não cabia...

Algo não me cheirava bem nesta estória. os índios quando se referem a ser varridos, em "morte coletiva", tem o significado de "lutar pelo seu direito até morrer ainda que sejam dizimados'. 

Enfim, não estava de todo errada. Hoje, a carta que mobilizou a opinião pública no início do mês e começou a ser compartilhada nas redes sociais na última semana, foi explicada finalmente, dando fim aos boatos, como a maioria sempre é quando noticias bombásticas aparecem de repente e nem sabemos ao certo qual é a fonte... 

Os Kaiwoá-Guaranis, através de seu porta-voz,  afirmaram que "ficou evidente que a própria ação da Justiça Federal gera e aumenta as violências contra as nossas vidas, ignorando os nossos direitos de sobreviver à margem do rio Hovy e próximo de nosso território tradicional” e pediram para “decretar a nossa dizimação e extinção total, além de enviar vários tratores para cavar um grande buraco para jogar e enterrar os nossos corpos”. Mas nunca disseram que se matariam para que eles enterrassem os corpos!! Isto seria fazer o serviço por eles!! 

Suicídio coletivo seria dar o presente tão esperado aos latifundiários ricos e gananciosos. São deles que os Kaiowá têm que ser protegidos! Foi no sentido, como expliquei, de que o índio lutará 'até o fim, até a morte pelo seu direito'. 


Segundo o site oficial do Conselho Indigenista Missionário (CIMI), a carta logo tomou proporção e passou a ser interpretada como um anúncio de “suicídio coletivo” por parte da tribo. Na quinta-feira 23 o Conselho Indigenista Missionário (Cimi), órgão vinculado à Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB), publicou uma nota em seu site retratando o uso do termo. 

Está, então, esclarecido!





                                                             Foto: Agencia Reuters

segunda-feira, 15 de outubro de 2012

Chico Mendes, o ambientalista revolucionário brasileiro



Chico Mendes, revolucionário brasileiro, ativista ambiental e sindicalista.




Quando se fala de Francisco Alves Mendes Filho, em muitos, talvez não venha à memória Chico Mendes, seringueiro,  sindicalista ,ativista ambiental e ultrarrevolucionário brasileiro. 

Chico, nascido em Xapuri, em 15 de dezembro de 1944, foi, exatos 44 anos depois, lá mesmo em  Xapuri em 22 de dezembro de 1988, assassinado. Sua atividade política visada à preservação da Floresta Amazônica lhe deu projeção mundial. Em julho de 2012, foi eleito o 28º maior brasileiro de todos os tempos, no concurso O Maior Brasileiro de Todos os Tempos, realizado pelo SBT com a BBC de Londres, como muitos devem ter assistido.


Extraindo látex
                 
Chico Mendes, menino, começou seu aprendizado do ofício de seringueiro, acompanhando o pai em excursões pela mata e aprendeu a ler aos 19 e 20 anos, já que na maioria dos seringais não havia escolas, nem os proprietários de terras tinham intenção de criá-las em suas propriedades. A escola da vida foi a sua base para tudo. Esta, a melhor escola.

Passou a ser líder sindical em 1975, como secretário geral do Sindicato dos Trabalhadores Rurais de Brasiléia. A partir de 1976 participou ativamente das lutas dos seringueiros para impedir o desmatamento através dos "empates"  que são manifestações pacíficas em que os seringueiros protegem as árvores com seus próprios corpos. 

                

                               

No ano de 1977 participou da fundação do Sindicato dos Trabalhadores Rurais de Xapuri sendo eleito vereador pelo MDB local. Recebeu, nesta época, as primeiras ameaças de morte, por parte dos fazendeiros e começou a ter problemas com seu próprio partido que não se identificava com suas lutas. Em 1979 Chico Mendes reúne lideranças sindicais, populares e religiosas na Câmara Municipal, transformando-a em um grande forum de debates. Foi estratégicamente acusado de subversão, sendo  submetido a interrogatórios. Sem apoio, pelo medo dos demais companheiros, não conseguiu registrar a denúncia de tortura que sofrera em dezembro daquele ano.
Ele foi um dos fundadores do Partido dos Trabalhadores e um dos seus dirigentes no Acre, tendo participado de comícios com Lula na região. Em 1980 foi enquadrado na Lei de Segurança Nacional a pedido de fazendeiros da região, que procuraram envolvê-lo no assassinato de um capataz de fazenda, possivelmente relacionado ao assassinato do presidente do Sindicato dos Trabalhadores de Brasiléia, Wilson Sousa Pinheiro. No ano de 1981 Chico Mendes assume a direção do Sindicato de Xapuri, do qual foi presidente até sua morte. Candidato a deputado estadual pelo PT nas eleições de 1982, não consegue se eleger após isso e ele começa a sofrer ameaças de mortes.
Acusado de incitar pessoas à violência, foi julgado pelo Tribunal Militar de Manaus, e absolvido por falta de provas, em 1984.
Liderou o 1º. Encontro Nacional dos Seringueiros, em outubro de 1985, durante o qual foi criado o Conselho Nacional dos Seringueiros (CNS), que se tornou a principal referência da categoria. Sob sua liderança a luta dos seringueiros pela preservação do seu modo de vida adquiriu grande repercussão nacional e internacional.
A proposta da "União dos Povos da Floresta" em defesa da Floresta Amazônica busca unir os interesses dos indígenas, seringueiros, castanheiros, pequenos pescadores, quebradeiras de coco babaçu e populações ribeirinhas, através da criação de reservas extrativistas. Essas reservas preservam as áreas indígenas e a floresta, além de ser um instrumento da reforma agrária desejada pelos seringueiros. Em 1986 participa das eleições daquele ano pelo PT-AC candidato a Deputado estadual ao lado de outros candidatos entre eles, Marina Silva para Deputada federal, José Marques de Sousa o Matias para Senado, e Hélio Pimenta para Governador, não sendo nenhum deles eleito.
         

Em 1987, Chico Mendes recebeu a visita de alguns membros da ONU, em Xapuri, que puderam ver de perto a devastação da floresta e a expulsão dos seringueiros causadas por projetos financiados por bancos internacionais. Dois meses depois leva estas denúncias aSenado norte-americano e à reunião de um banco financiador, o BID. Os financiamentos a esses projetos são logo suspensos. Na ocasião, Chico Mendes foi acusado por fazendeiros e políticos locais de "prejudicar o progresso", o que aparentemente não convence a opinião pública internacional. Alguns meses depois, Mendes recebe vários prêmios internacionais, destacando-se o Global 500, oferecido pela ONU, por sua luta em defesa do meio ambiente.
Ao longo de 1988 participa da implantação das primeiras reservas extrativistas criadas no Estado do Acre. Ameaçado e perseguido por ações organizadas após a instalação da UDR no Estado, Mendes percorre o Brasil, participando de seminários, palestras e congressos onde denuncia a ação predatória contra a floresta e as violências dos fazendeiros contra os trabalhadores da região.
Após a desapropriação do Seringal Cachoeira, em Xapuri, propriedade de Darly Alves da Silva, agravam-se as ameaças de morte contra Chico Mendes que por várias vezes denuncia publicamente os nomes de seus prováveis responsáveis. Deixa claro às autoridades policiais e governamentais que corre risco de perder a vida e que necessita de garantias. No 3º Congresso Nacional da CUT, volta a denunciar sua situação, similar à de vários outros líderes de trabalhadores rurais em todo o país. Atribui a responsabilidade pela violência à UDR. A tese que apresenta em nome do Sindicato de Xapuri, Em Defesa dos Povos da Floresta, é aprovada por aclamação pelos quase seis mil delegados presentes. 

                               

Ao término do Congresso, Mendes é eleito suplente da direção nacional da CUT. Assumiria também a presidência do Conselho Nacional dos Seringueiros a partir do 2º Encontro Nacional da categoria, marcado para março de 1989, porém não sobreviveu até aquela data.

Em 22 de dezembro de 1988, exatamente uma semana após completar 44 anos, Chico Mendes foi assassinado com tiros de escopeta no peito na porta dos fundos de sua casa, quando saía de casa para tomar banho. Chico anunciou que seria morto em função de sua intensa luta pela preservação da Amazônia, e buscou proteção, mas as autoridades e a imprensa não deram atenção. Casado com Ilzamar Mendes (2ª esposa), deixou dois filhos, Sandino e Elenira, na época com dois e quatro anos de idade, respectivamente. Em 1992, foi reconhecida, através de exames de DNA, uma terceira filha. 


Após o assassinato de Chico Mendes mais de trinta entidades sindicalistas, religiosas, políticas, de direitos humanos e ambientalistas se juntaram para formar o "Comitê Chico Mendes". 

                          

Durante todo o ano de 1988, Chico Mendes sofreu ameaças de morte e perseguições por parte de pessoas ligadas a partidos políticos e organizações clandestinas destinadas à exploração desregrada da região. No dia 22 de dezembro de 1988, após inúmeros conflitos, o sindicalista e ecologista Chico Mendes teve a sua vida ceifada por mãos criminosas, passando a ser, durante o ano de 1988, a 97ª vítima assassinada na lista dos trabalhadores rurais por lutar pelos seus direitos, como também pela preservação ambiental da Região Amazônica.


                


Pesquisa: Wikipédia e outros // divulgação fim escolar



Veganismo cresce em São Paulo


Divulgação rede Vista-se // na íntegra



Reportagem do Jornal da Gazeta aponta crescimento do vegetarianismo na cidade de São Paulo


Foi ao ar no início da noite desta quarta-feira (10), uma reportagem sobre a última pesquisa IBOPE, publicada no início de outubro, sobre o crecimento do número de vegetarianos na cidade de São Paulo (saiba mais sobre essa pesquisa aqui). Além de citar os números do estudo, a matéria visitou a lanchonete Primedog (saiba mais sobre a lanchonete), que tem várias opções de lanches sem nada de origem animal, e conversou com vegetarianos da cidade, como Hortência Honório e o nutricionista George Guimarães.


Os lanches veganos já respondem por mais de 50% das vendas da lanchonete que, curiosamente, não é vegetariana. Isso mostra, mais uma vez, que estabelecimentos que escolhem atender bem os vegetarianos tendem a crescer.