quinta-feira, 25 de outubro de 2012

A verdade sobre os Kaiowás

Conhecendo bem os índios da atualidade, que não são totalmente ignorantes ao sistema como antes, eu realmente achei que a estória de 'suicídio coletivo' não cabia...

Algo não me cheirava bem nesta estória. os índios quando se referem a ser varridos, em "morte coletiva", tem o significado de "lutar pelo seu direito até morrer ainda que sejam dizimados'. 

Enfim, não estava de todo errada. Hoje, a carta que mobilizou a opinião pública no início do mês e começou a ser compartilhada nas redes sociais na última semana, foi explicada finalmente, dando fim aos boatos, como a maioria sempre é quando noticias bombásticas aparecem de repente e nem sabemos ao certo qual é a fonte... 

Os Kaiwoá-Guaranis, através de seu porta-voz,  afirmaram que "ficou evidente que a própria ação da Justiça Federal gera e aumenta as violências contra as nossas vidas, ignorando os nossos direitos de sobreviver à margem do rio Hovy e próximo de nosso território tradicional” e pediram para “decretar a nossa dizimação e extinção total, além de enviar vários tratores para cavar um grande buraco para jogar e enterrar os nossos corpos”. Mas nunca disseram que se matariam para que eles enterrassem os corpos!! Isto seria fazer o serviço por eles!! 

Suicídio coletivo seria dar o presente tão esperado aos latifundiários ricos e gananciosos. São deles que os Kaiowá têm que ser protegidos! Foi no sentido, como expliquei, de que o índio lutará 'até o fim, até a morte pelo seu direito'. 


Segundo o site oficial do Conselho Indigenista Missionário (CIMI), a carta logo tomou proporção e passou a ser interpretada como um anúncio de “suicídio coletivo” por parte da tribo. Na quinta-feira 23 o Conselho Indigenista Missionário (Cimi), órgão vinculado à Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB), publicou uma nota em seu site retratando o uso do termo. 

Está, então, esclarecido!





                                                             Foto: Agencia Reuters